sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

NOVO TEMPO


Há tempo para tudo, o tempo de 2009 se foi. Mas para a esperança de eras cada vez melhores não há tempo. Todo dia é dia de modificações. Deveria ser assim. Sempre que um novo momento começa, nos achamos na obrigação de melhorar o que éramos, e partir para uma nova perspectiva. Isso é revigorante, com certeza! Mas seria mais plausível se todos nossos dias fossem como os de "reveillon". A vida possui fases: das mais explêndidas às mais degradantes, mas todas elas contribuem para o que somos e o que seremos. Não é sempre que a data de novo ano coincide com nossa data pessoal de mudança... Por isso, sempre que nos virmos em situação necessitada de perspectivas, devemos nos modificar. Entretanto, agradeço a Deus por haver uma virada a cada 365 dias. Pois é a válvula marcante para a maioria. Então, não se prenda à mesmice. Inove-se junto com o ano, principalmente para as coisas do alto, o que nos engrandece humanamente. Aprenda a amar, sem se importar com merecimentos. É a maior virtude para 2010!

Raquel Murad

sábado, 14 de novembro de 2009

O Subjulgamento na Sociedade Contemporânea



-Tese conclusiva do Trabalho sobre HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA-

Ao longo dos fatos e ideologias apresentados, vimos legítimas ações humanas alastradas pelo período contemporâneo. Algumas compreensíveis, como as revolucionárias em busca da liberdade, mas outras nada humanas, como as que se impõe agressivamente. Basta agora discutir os dois aspectos e entender suas causas.
O homem, inundado de imposições quanto à supremacia de classe social, avança na Revolução chamada Francesa, querendo atingir a liberdade e igualdade. Tais atos nos levam a acreditar que a sociedade soube deixar de ser manipulada. Porém, logo depois da Era Napoleônica, o Antigo Regime volta a ser decretado, dizendo-se “legítimo”. Afinal, qual é a benéfica legitimidade humana? Ser manipulado e regido pelas vontades e prazeres de um só “soberano”, ou se impor na sociedade como alguém que pode mudá-la através da liberdade? Ser livre, assim dizendo, possui mais valia.
Na Revolução Industrial, a nação mais potente e capaz de se industrializar era a que comandava outras, colonizando-as e oprimindo-as. Aí vemos a degradação humana, que não se importa com os possíveis prejuízos alheios, com tanto que haja eficácia a ele. São esses os motivos morais que viabilizam guerras!
Um homem se sobrepondo à humanidade com uma ideologia humanamente insignificante é capaz de priorizar suas expectativas com relação ao mundo, e fazer o impossível para que sejam cumpridas. Foi o que o totalitarismo demonstrou. Assim como a Guerra Fria foi também uma idealização de qual poder reinaria pelo mundo. A imposição está clara e límpida, por esses fatos.
Chegou a descolonização: onde está a liberdade? O que era pra ser livre, virou o caos? A África foi tratada como um objeto a se compartilhar. A mão do colonizador estava onde havia riqueza. Ao fim do imperialismo, sobraram as traças. Agora, o continente e visto como o símbolo da miséria, apesar de ser mais valioso que qualquer outro. Sobrou, assim, o caos social para a África. De que adiantou, então, a independência?
Aqui está a desmoralização humana. A preocupação com o progresso e o esquecimento social. Somos peritos no desenvolvimento, mas bebês na irmandade. Não apenas no falar, mas no agir. Pois muitas pessoas necessitadas dizem que se alguém fala sobre igualdade, sobre sermos irmãos, e não condiz com suas ações, esse já não é digno de moral. Melhor que tivesse sido adverso a essa filosofia.
Enfim, entre tantos subjulgamentos, falta de moral, de fraternidade, vemos a corrupção do homem. Através de Rousseau podemos compreender o que o faz se degradar: a própria sociedade. A procura pelo poder, pela fama, pela audácia, é veiculada ao ser como mérito. Assim, ele é dominado por ele mesmo, por sua corrupção moral. Então, sua fragilidade é maior. Consegue dominar o mundo, mas não a si mesmo! Chegamos ao ponto crucial da perspectiva contemporânea.
As crianças são seres em formação, que ainda não se submeteram à sociedade, aliás, nem a entendem. Por isso, um dia, uma dessas crianças (O Pequeno Príncipe - livro de Antoine de Saint- Exupéry) chegou a uma conclusão: “As pessoas grandes são mesmo estranhas”. Sucintamente, é exatamente isso o que são!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pensamentos: ÉTICA DA VIDA (baseados na Filosofia de Albert Schweitzer)


Atualmente, a despreocupação com a vida e ética está intrínseca na sociedade, causando diversos fatores de desgraça ambiental e moral. Assim, o respeito à mínima vida existente é favorável ao mundo .Pequenos detalhes fazem a diferença quando amamos as formas viventes na Terra, não as fazendo desfalecer, cuidando minuciosamente de seus fatores de sobrevivência e cultivando nosso ambiente. A ética moral, no tocante ao desrespeito humano, se faz válida quando favorecemos uns aos outros, sem acepção, fazendo das diferenças mínimos detalhes que farão uma convivência mais diversificada e sábia. Temos o direito de sermos respeitados pelas nossas diferenças, ao mesmo tempo em que somos devedores de aceitação moral!



Tudo o que tem vida foi de alguma forma beneficiado. Se nós, humanos, temos vida, logo fomos favorecidos. As outras formas de vida (não-humanas) também foram presenteadas com o dom do viver. Portanto, não é plausível a falta de admiração e respeito pelos seres viventes. Pelo contrário, fomos dotados de imensa responsabilidade para com eles. Isso se chama ética. É o lugar onde deveria ser comum a todos. E em se tratando de vida, a amplitude estabelecida deveria ser exacerbada, tanto humanamente, quanto a qualquer ser. A ética é a responsabilidade, que todos temos, de aceitar a vivência. Quem não a tem, não é etnicamente digno de representar a vida!


Na época da escravidão, era natural o negro ser tachado de desumano e era inaceitável sua valorização como ser. No entanto, essa ideia foi desprezada ao longo das décadas, e a sociedade percebeu a verdade moral revelada no favorecimento do negro como humano. Atualmente, é incabível o pensamento de acepção de pessoas. Da mesma forma, o respeito a toda forma de vida existente ainda não é totalmente valorizada, mas ao longo do tempo poderemos ver que essa ética poderá ser consumada. O que hoje não é lícito, mais tarde poderá ser compatível e tido como adesão total à realidade.


RAQUEL MURAD


A propaganda gera o homem ou o homem gera a propaganda?


Todos os empresários desejam sucesso em suas vendas, em busca de lucro. Nessa jornada, a mídia é o melhor meio ajudador. As propagandas são formas explêndidas de influenciar pessoas. Mas como são formadas? As idéias da publicidade são geradas pela observação do homem ou ele se molda ao que nela vê?

Os publicitários, na verdade, observam atitudes da sociedade. O que não é difícil, pois a maioria das pessoas almejam seguir os padrões que a sociedade impõe. A mídia entende a cabeça da população mais do que a própria. Por isso, as pessoas são influenciadas e se identificam ao verem um carro de última geração, que aumenta disparadamente o consumo.

Só não é persuadido quem sabe se definir e compreende o que realmente necessita. Essas raras pessoas não precisam se moldar a estratégias e exteriótipos midiáticos para reafirmar quem são. Para alegria do consumo, estão extintos os que possuem autenticidade.

A propaganda é gerada, enfim, não pelo que o homem é, mas pelo que ele quer ser, sendo ele, depois, influenciado pela reafirmação de seu desejo (a propaganda). O consumo, por causa disso, se tornou a forma mais representativa do ser humano e é agora o que move o mundo!

Raquel Murad

sábado, 29 de agosto de 2009

Ser Exato ou Ser Humano?


A Língua Portuguesa é usada, pelos mais variados seres, como forma de expressão. Porém, não são todos que a admiram. Muitas cabeças preferem lidar com os enigmas racionais das ciências exatas, e se veem muito mais avançados do que os que gostam de lutar com as palavras. Essa disputa entre os opostos é acirradíssima, e vale a pena constatar qual lado da balança é o mais relevante.


Lidar com palavras está totalmente relacionado com a comunicação. E para haver essa comunicação é necessário expressar-se e entender os aspectos filosóficos que compõem tal expressão. Por isso, lidar com a linguagem é também um desafio para a complexidade das mentes, pois filosoficamente duas cabeças não calculam um mesmo resultado.


Aqui vemos que o Português nada tem de previsível, e as exatas, por sua vez, levam todos a um resultado comum. Que graça há no previsível? Que graça há em saber o que qualquer um poderá calcular? O que de fato avança o pensamento é compreender atitudes incalculáveis e expressá-las através das palavras.


A Língua Portuguesa pode existir sem um mínimo de exatas, mas as exatas dependem de palavras para serem compreendidas. Afinal, não se pode calcular a altura de um edifício se não soubermos a que ser se refere tal substantivo. Nunca saberemos o resultado de “um mais um”, se não significarmos a palavra “equidade”, pois matematicamente é dois, mas filosoficamente pode ser um.


Exatidão por si só não leva ninguém a ser humano, pois a interação entre pessoas depende de uma forma de expressão e de entendimento alheio, e não somente de números e conceitos lógicos. Bela, complexa e majestosa, a Língua Portuguesa constitui-se de palavras, contextualidades e emoções, e são tais que nos levam a ser humanos!


Raquel Murad

Nós mesmos: o início de tudo


O mundo, a cada século que passa, parece vir à decadência. E as pessoas que o formam são responsáveis por este fato. Por isso, temos em mente a preocupação em mudar o que está nos afundando. “Mas como eu, em meu mínimo ser, posso ser agente desse tão complexo fato?” É o que martela na mente de cada um de nós.

Ás vezes pensamos que só poderemos fazer a diferença se formos reconhecidos mundialmente, como profissionais, como criadores de alguma teoria ou de algum artigo científico capaz de revolucionar a existência. Esse pensamento só nos afastará do propósito, pois nunca nos achamos tão dignos para tal obtenção.


Se formos fiéis no que fazemos, e estivermos dispostos a dar o melhor de nós, já cumpriremos parte da missão de salvar o que ainda resta. Priorizar nossos valores é o que eleva o sucesso individual. Sermos reconhecidos por nós mesmos nos remete a sermos cada vez melhores. Assim sendo, construiremos um amanhã, não perfeito, mas digno.


O segredo é sermos atores de nosso próprio espetáculo, e assim desencadear uma revolução no pensar de outras pessoas, pois, querendo ou não, somos influenciadores.


Para chegar ao topo é preciso o primeiro passo, a união de forças e, o mais importante, continuar nos movendo.


Raquel Murad

Desumanidade


O universo e tudo o que nele há é imensuravelmente maior que a estrutura humana. Por isso, vivemos em busca de respostas sobre o que é o mundo e o que fazemos dentro dele. Essa busca nos remete ao conhecimento de diversas áreas científicas, tecnológicas, biológicas, o que nos faz seres mais avançados. Mas será que todo esse cientificismo nos eleva como seres humanos?

Ter conhecimento é, com certeza, essencial para a sobrevivência, e não devemos rejeitá-lo. Ele nos dá noção do que há à nossa volta, dos “mistérios” do universo, e de como usá-los a nosso favor. Porém, conhecimento sem sabedoria é como correr atrás do vento. Sabedoria é o poder de se portar da melhor forma possível em qualquer situação. Isso inclui, essencialmente, atos dedicados de amor ao próximo: devemos usar o conhecimento também em favor aos outros.


Depositamos nossos valores no mundo, em descobertas, em criações. Porém, poucas vezes paramos para pensar nos valores essenciais que nos tornam humanos. Ser sábio é ser humano! Um homem pode ser conhecedor de todo o universo, entretanto, se não se humilhar e praticar atos sensitivos, não terá conhecido a realidade da existência.


Conhecer o mundo sem conhecer a nós mesmos e a nossos semelhantes é como tentar voar sem asas. Conciliar o conhecimento exterior com o interior é ser sábio, é ser humano. Seria o fim dessa desumanidade. Seríamos maiores que o universo!