sábado, 20 de outubro de 2012

18 de outubro - Dia do Médico

Para além do fim em si mesmo: reconhecimento ou realização pessoal, médicos precisam expandir vida! Pular fronteiras da escassez, da negligência social, da insalubridade! Dedicar suas renúncias à tentativa de equidade. Medicina sem o próxi
mo é apenas uma teoria. 

sábado, 13 de outubro de 2012

Silencia...

Pensei e reparei que o que mais importa é saber do amor que tenho dado e de quem tenho verdadeiramente recebido. 
É triste quando, sem querer, faz-se parecer algo que não o é, transparece-se em vc algum tipo de sobreposição, orgulho ou antipatia que, na real, não existem.
O bom é que quem ama, ama! Não importam as más interpretações, amar é conhecer seu coração e intenção.
Minha fase, hoje, é a qu

 ietude. Através dela, interajo com meu mundo íntimo e percebo o que meu Pai quer que eu seja, amando a tudo e todos sem distinção ou condição, clamando por justiça, sendo aquilo que me foi concedido a ser, e assim agir conforme, "cristianamente".
O silêncio nem sempre é isolamento, mas sim é evitar conflitos, más interpretações, dissenso. É buscar a si (no meu caso, em Ds), para ser achado e cumprir o proposto em tempo bom.
Prefiro esse som de paz, que é a mansidão, pois também não anula o convívio e a interação, aprimora-os.
Silenciar é ser paciente, é calmaria ao agitado mar de meu ser. É saber portar-se no tempo, nas esferas incalculáveis da mente humana.
Vivo, entristeço, amo, silencio, penso, amo, vivo.
Meu ciclo vicioso na tentativa de aprimoramento..
Ah, Outubro! 
Esperança, admirando as estrelas..
Serei o que devo ser,
em favor à realeza do que virá.
Apesar de ainda não enxergar,
Eu sei: a vida, Graça, a finalidade..
Elas vão por entre meu caminhar!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Expressão de mim



Libertos somos pela mão divina
E ela nos expande a visão
Assim vem a compreensão
De que há propósitos
Há vidas
Há exigências
Que precisam de mim para existir
E eu preciso delas para ser quem sou
Porém, às vezes, 
Despropósitos
Vontades vãs
Turvam o caminho
Caos!
Identidade?
Ela se perde
Constância, incerta
E agora? Confusão!
Devaneio
Procrastinação...
Até que, enfim,
Vejo de novo a mão.
Aquela mão, sempre estendida
Mas omitida pela minha suposta razão.
Depois, orgulho vencido
Propósito retomado.
Retorno ao meu eu,
Sinto a mão em que descanso..
Vejo, agora vejo!
Quero continuar enxergando!
E a neblina turva
Que se emane com a
Chegada da aurora
De Sua Graça!!


(Raquel Murad)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Paradoxando

É preciso se esvaziar para preencher, diminuir para crescer, chorar para sorrir, perder para vencer, mudar para permanecer, abdicar para receber, secar para frutificar, morrer para renascer, enfraquecer para fortalecer, pular para sair do chão, mover-se para mudar a direção, conter-se para se extrapolar, calar para cantar, congelar para derreter, parar para dançar, pôr para retirar, insensibilizar para sentir, ter fome para comer, sede para beber, emburrecer para criar, conservar para modernizar, ficar para sair, espalhar para juntar, recriar para desmontar, desistir para continuar... ver o sol morrer para outro chegar!
(RaquelMurad)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Nação filantropista


Há de se achar humanos, irmãos. Habitantes de um mesmo círculo, localidade de confrontos múltiplos. Um país legal, civil e político, abrangendo o social. Lá há de se ter amigos da raça humana, cidadãos do mesmo mundo.

Naturalizar o zelo, fazer-se natural à socialização. O filantropo é favorável ao bem comum, busca de si a utilidade geral. A árvore seca perde os frutos se não houver terra amiga a presentear suas riquezas.


Humanizar-se é o altruísmo máximo de relacionamentos, pois confronta causas ao desfavor de si próprio e ao favor alheio. Pela nação, patrizar relações indicará, assim, caminhos conexos pelos interesses coletivos.


Nascer, comer, crescer, repouso, abrigo, sustento, vida. Dizem da liberdade de diretos, cidadania. Não há pátria sem dignidade humana. Há só elegância falsa de sem terras famintos, sedentos, doentes. Prisão de sombras, escuridão das necessidades.


Ser homem de seu país é olhar pelos habitantes. Ver e sentir pela causa do todo. Abrigar no interior vontade e capacitação de atitude. Ser indivíduo, um claro cidadão.


A junção destes "filantropiza" o Brasil. Faz-se a todos o gozo da civilidade, política, moral, saúde e bem-estar. Apropria-se dos bens oferecidos. Há prazer. Satisfação pelo tesouro nacional feito das moedas valiosas de se ser irmãos.


Raquel Murad

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Horizonte


Por que insistir no descompasso premeditável?
Por que teimar na prisão da não razão?
Os fatos denunciam

As vontades iludem
Verificar ortografia A calmaria é simplória
Tão real e magnificante

Pra que inserir a turbulência?


Tal ação estabelece loucura

A insanidade
talvez fortalecedora do coração

Ou apenas vazia

Surge a agonia do não alçável

Sugerindo descompanhia

Solidão

Contudo, que doce concessão!
O verde me aproxima
da imensidão onde me consagro


O leite marítimo da Lua

me descobre da amargura

Num instante, compreendo
Aqui, enxergo


A profundidade se alcança

Com o foco da bonança

Recicle-me
Iludi a ilusão
Não me cabe mais a frieza da sensação


Alcancei, mudei

Vivi, sofri
Compreendi


Horizonte mostra agora
o ponto de partida

para a ilustre presença

da minha chegada!



Raquel Murad