domingo, 28 de março de 2010

Estrelas Lamentam

Quando a falta te constrangir
apenas olhe para cima e veja a luz do luar
que clareia a noite.
Até nos dias mais escuros,
As estrelas em comunhão
formam a esperança
de a noite se tornar dia
E retornar a alegria.
Meus olhos diziam do amor
Seus olhos te traduziam
Mas agora
Não há mais luz nos olhares
Por isso, olhe nas estrelas
e a luz do amor incidirá em você.
Com toques de lamento, dor e até rancor
Mas reluzirá a esperança do dia seguinte
Não há mais palavras
não há mais ações
O vento levou qualquer sinal de ilusão
Quem dirá o que acontecerá?
Quem dirá pra onde o vento quer nos levar?
Às margens do mar a maré cessou
pois a Lua estagnou no tempo da emoção sofrida
Só o brilho das estrelas fortalecerá a noite deflagrada
Olhe para elas, sim, todas as noites
Elas são como chamas em meio à escuridão
Como brisa em meio às águas
Como ave a voar pelo céu
E Não tema o temporal
A bonança está ao pé da luta
Siga você, não se perca
E às vezes olhe para o céu
Eu estarei entre o brilho das estrelas!

Raquel Murad
VDE

Mais Lirismo...

Incerto

Em nenhum sentido
Por nenhum lado
Na estrada insegura
Não havia direção

Concentrada em minhas próprias ilusões
Entrava em curto
com pensamentos talvez improváveis

Retida em minha inocência
Não sabia o que viria
E se minha consciência
Enfim tranquilizaria
(verso em redondilho maior- rima ABAB)

Mas abri meus sentidos
Desabrochei para a manhã
Resgatei lá do fundo
O que tinha pra você

Complicada situação
Essa se tornou
Mas a mim não amedronta
o não saber dos dias
próximos de minha imaginação

Só vivo cada dia
Tentando aproveitar
Até os minutos que já se foram
Assim detendo no peito
a magia da incerteza!

Raquel Murad
VDEA

Poemas. Um pouco de lirismo!


Perto Inalcansável



Ao te olhar não contenho as palpitações
É como se uma avalanche me levasse ao chão
E por um instante eu esquecesse a reação
De se viver a realidade


Faço-me de importante,
Intocável e inoperante
Para te fazer me ver

Mas por dentro sou derretida
E minh’alma fervilha
Na loucura de imaginar
Um dia te alcançar



Passei o dia
Em festa e cantoria
Esbaldando-me de ansiedade
Por saber que agora, de verdade,
Você saberá minha fragilidade


Porém, o que era excitação
Se tornou em aflição
Os motivos, não entendo
Dúvidas, me corroendo...
Apenas espero
Que o raiar do sol
Traga de volta a luz da esperança
E que a tua lembrança
Me traga bonança
E não rejeição


Que o sereno da manhã
Seja refresco para meu coração
E que o sangue que nele há
Não cesse quando você passar
Me deixando contar seus passos
À medida em que meu coração palpita!


Raquel Murad
VDLB

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

NOVO TEMPO


Há tempo para tudo, o tempo de 2009 se foi. Mas para a esperança de eras cada vez melhores não há tempo. Todo dia é dia de modificações. Deveria ser assim. Sempre que um novo momento começa, nos achamos na obrigação de melhorar o que éramos, e partir para uma nova perspectiva. Isso é revigorante, com certeza! Mas seria mais plausível se todos nossos dias fossem como os de "reveillon". A vida possui fases: das mais explêndidas às mais degradantes, mas todas elas contribuem para o que somos e o que seremos. Não é sempre que a data de novo ano coincide com nossa data pessoal de mudança... Por isso, sempre que nos virmos em situação necessitada de perspectivas, devemos nos modificar. Entretanto, agradeço a Deus por haver uma virada a cada 365 dias. Pois é a válvula marcante para a maioria. Então, não se prenda à mesmice. Inove-se junto com o ano, principalmente para as coisas do alto, o que nos engrandece humanamente. Aprenda a amar, sem se importar com merecimentos. É a maior virtude para 2010!

Raquel Murad

sábado, 14 de novembro de 2009

O Subjulgamento na Sociedade Contemporânea



-Tese conclusiva do Trabalho sobre HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA-

Ao longo dos fatos e ideologias apresentados, vimos legítimas ações humanas alastradas pelo período contemporâneo. Algumas compreensíveis, como as revolucionárias em busca da liberdade, mas outras nada humanas, como as que se impõe agressivamente. Basta agora discutir os dois aspectos e entender suas causas.
O homem, inundado de imposições quanto à supremacia de classe social, avança na Revolução chamada Francesa, querendo atingir a liberdade e igualdade. Tais atos nos levam a acreditar que a sociedade soube deixar de ser manipulada. Porém, logo depois da Era Napoleônica, o Antigo Regime volta a ser decretado, dizendo-se “legítimo”. Afinal, qual é a benéfica legitimidade humana? Ser manipulado e regido pelas vontades e prazeres de um só “soberano”, ou se impor na sociedade como alguém que pode mudá-la através da liberdade? Ser livre, assim dizendo, possui mais valia.
Na Revolução Industrial, a nação mais potente e capaz de se industrializar era a que comandava outras, colonizando-as e oprimindo-as. Aí vemos a degradação humana, que não se importa com os possíveis prejuízos alheios, com tanto que haja eficácia a ele. São esses os motivos morais que viabilizam guerras!
Um homem se sobrepondo à humanidade com uma ideologia humanamente insignificante é capaz de priorizar suas expectativas com relação ao mundo, e fazer o impossível para que sejam cumpridas. Foi o que o totalitarismo demonstrou. Assim como a Guerra Fria foi também uma idealização de qual poder reinaria pelo mundo. A imposição está clara e límpida, por esses fatos.
Chegou a descolonização: onde está a liberdade? O que era pra ser livre, virou o caos? A África foi tratada como um objeto a se compartilhar. A mão do colonizador estava onde havia riqueza. Ao fim do imperialismo, sobraram as traças. Agora, o continente e visto como o símbolo da miséria, apesar de ser mais valioso que qualquer outro. Sobrou, assim, o caos social para a África. De que adiantou, então, a independência?
Aqui está a desmoralização humana. A preocupação com o progresso e o esquecimento social. Somos peritos no desenvolvimento, mas bebês na irmandade. Não apenas no falar, mas no agir. Pois muitas pessoas necessitadas dizem que se alguém fala sobre igualdade, sobre sermos irmãos, e não condiz com suas ações, esse já não é digno de moral. Melhor que tivesse sido adverso a essa filosofia.
Enfim, entre tantos subjulgamentos, falta de moral, de fraternidade, vemos a corrupção do homem. Através de Rousseau podemos compreender o que o faz se degradar: a própria sociedade. A procura pelo poder, pela fama, pela audácia, é veiculada ao ser como mérito. Assim, ele é dominado por ele mesmo, por sua corrupção moral. Então, sua fragilidade é maior. Consegue dominar o mundo, mas não a si mesmo! Chegamos ao ponto crucial da perspectiva contemporânea.
As crianças são seres em formação, que ainda não se submeteram à sociedade, aliás, nem a entendem. Por isso, um dia, uma dessas crianças (O Pequeno Príncipe - livro de Antoine de Saint- Exupéry) chegou a uma conclusão: “As pessoas grandes são mesmo estranhas”. Sucintamente, é exatamente isso o que são!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pensamentos: ÉTICA DA VIDA (baseados na Filosofia de Albert Schweitzer)


Atualmente, a despreocupação com a vida e ética está intrínseca na sociedade, causando diversos fatores de desgraça ambiental e moral. Assim, o respeito à mínima vida existente é favorável ao mundo .Pequenos detalhes fazem a diferença quando amamos as formas viventes na Terra, não as fazendo desfalecer, cuidando minuciosamente de seus fatores de sobrevivência e cultivando nosso ambiente. A ética moral, no tocante ao desrespeito humano, se faz válida quando favorecemos uns aos outros, sem acepção, fazendo das diferenças mínimos detalhes que farão uma convivência mais diversificada e sábia. Temos o direito de sermos respeitados pelas nossas diferenças, ao mesmo tempo em que somos devedores de aceitação moral!



Tudo o que tem vida foi de alguma forma beneficiado. Se nós, humanos, temos vida, logo fomos favorecidos. As outras formas de vida (não-humanas) também foram presenteadas com o dom do viver. Portanto, não é plausível a falta de admiração e respeito pelos seres viventes. Pelo contrário, fomos dotados de imensa responsabilidade para com eles. Isso se chama ética. É o lugar onde deveria ser comum a todos. E em se tratando de vida, a amplitude estabelecida deveria ser exacerbada, tanto humanamente, quanto a qualquer ser. A ética é a responsabilidade, que todos temos, de aceitar a vivência. Quem não a tem, não é etnicamente digno de representar a vida!


Na época da escravidão, era natural o negro ser tachado de desumano e era inaceitável sua valorização como ser. No entanto, essa ideia foi desprezada ao longo das décadas, e a sociedade percebeu a verdade moral revelada no favorecimento do negro como humano. Atualmente, é incabível o pensamento de acepção de pessoas. Da mesma forma, o respeito a toda forma de vida existente ainda não é totalmente valorizada, mas ao longo do tempo poderemos ver que essa ética poderá ser consumada. O que hoje não é lícito, mais tarde poderá ser compatível e tido como adesão total à realidade.


RAQUEL MURAD


A propaganda gera o homem ou o homem gera a propaganda?


Todos os empresários desejam sucesso em suas vendas, em busca de lucro. Nessa jornada, a mídia é o melhor meio ajudador. As propagandas são formas explêndidas de influenciar pessoas. Mas como são formadas? As idéias da publicidade são geradas pela observação do homem ou ele se molda ao que nela vê?

Os publicitários, na verdade, observam atitudes da sociedade. O que não é difícil, pois a maioria das pessoas almejam seguir os padrões que a sociedade impõe. A mídia entende a cabeça da população mais do que a própria. Por isso, as pessoas são influenciadas e se identificam ao verem um carro de última geração, que aumenta disparadamente o consumo.

Só não é persuadido quem sabe se definir e compreende o que realmente necessita. Essas raras pessoas não precisam se moldar a estratégias e exteriótipos midiáticos para reafirmar quem são. Para alegria do consumo, estão extintos os que possuem autenticidade.

A propaganda é gerada, enfim, não pelo que o homem é, mas pelo que ele quer ser, sendo ele, depois, influenciado pela reafirmação de seu desejo (a propaganda). O consumo, por causa disso, se tornou a forma mais representativa do ser humano e é agora o que move o mundo!

Raquel Murad