domingo, 2 de abril de 2017

Pedro, 4 anos

Pedro, 4 anos

Quando ele chegou, tudo mudou em meu coração
Fez-se sol onde era noite
Exal
tada minh'alma foi na ternura de seu olhar
Sua alegria infantil tirou todo desânimo de vida
Com você, é mais fácil viver
É mais fácil sonhar
É mais fácil crescer

A cada ano, você se desenvolve 
E aprende a voar
Cria habilidades que nos espantam
Com uma inteligência vinda 
De Dádiva do Criador!

Sua vidinha é uma poesia
Que pra mim se entoa 
Com rimas clareando o dia
E que não se encaixam à toa!

Ser sua tia, perto ou longe
É presente de vida
Poema singular
Que se intensifica pelo amar!!  

Quero hoje te ver crescer
Quero amanhã amar com você
Quero sempre ao seu lado viver

E na vida ter sua alegria
Sua paz e consolo
Pois ao te ver, quem resiste?
É mais fácil querer ser triste?

É mais fácil querer te amar
Cuidar e brincar
Pois se analisarmos o futuro
Você será o nosso presente!!!

Te amo, Pedro!

Com carinho, tia Kel

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Lírio nos olhos

Apesar das névoas pelo caminho
A estrada tem o brilho dentre neblinas
Além das cargas dos ombros
Tem-se lírios nos olhos
Cheia de ternura, minha cantoria entoa
que os meus sentidos precisam dos seus
Que minha ternura se confunde à sua
O amor ora vislumbrado
Agora é vivivo
E compartilhado
Juntos na imensidão desse mundo estranho
Que nossas asas permaneçam
E na força do mundo que nos espera
vivamos nesse, fortes e enlaçados
Para cada dia cumprir o dever de viver
E amar e se doar
Um para o outro
O Outro para os outros
E assim, nessa folia
Que te entrego meu amor
E simplesmente,
o resto dos meus dias!

(Raquel Murad) 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

De 2015


Dias foram em que se esperou
Uma luz se acendeu
Outra balanceou

Passos adequei
Desafios alcançados
Alegria em ser o que serei

Esperança, alguma desfaleceu
O sorrir se fez pouco
Nem toda satisfação se deu

Mas ao olhar adiante
A luz, enfim, é expelida

Do Soberano, a Paz vem do céu
Requerida alegria 
Esperança no Deus Emanuel!


(Raquel Murad)

domingo, 1 de novembro de 2015

Move ao movimento

Subo na dança
Corro ao céu
Como o ar
Deleite em véu

Cubro os olhos da emoção
Dançando ao som da vida
Crio um lugar de canção
Escrevo à esperança contida

Amo o mover
Vislumbro o girar
O corpo à prova
Remete a voar

Quero reviver sempre esse tom
Buscar no infinito a lembrança
Que me instruiu a buscar o dom
De bailar a vida como criança!

Raquel Murad em #SaudadesDaDança

sábado, 31 de outubro de 2015

Espírito x Corpo / Queda x Salvação

Somos imagem e semelhança de Deus, pois somos os únicos seres capazes de expressar o que só Deus pode expressar:  a capacidade de unidade, quando mais de um se torna um só. O homem à imagem e semelhança de Deus é um ser coletivo. 

Nossa grande luta é submeter nosso corpo ao nosso espírito, como ocorreu na Tentação de Jesus no deserto: os 40 dias de jejum mostram a espera em que ele coloca sua parte mais frágil à prova: seu corpo. O processo de crescimento é um processo em que se submete o corpo ao espírito. 

O espírito nasce morto e tivemos que criar um quadro de identidade, numa alienação pela queda (romper com o planeta, com a vida, precisando de um Salvador), em que não sabemos quem somos e como nos portar. 
Depois Deus nos alcança e nos tira dessa alienação, e o Espírito, com Cristo, passa a assumir o corpo, expressando-se em nós. 

(Inspirada nas palavras do pr. Ariovaldo Ramos)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Reflexão da existência

Tolerar a existência
É desfrutar do existir
Afastar-se de seu gosto
É encontrar-se em penitência

Trabalhar em favor de vida
Cuidar de vidas alheias
É saber da eternização
Conciliada ao fato de ser

Abdicar-se do viver
Infringir a valorização
É coexistir num lugar infernal
Onde se aprisiona em desilusão

Ser senhor da sua existência
Indicará seu seguimento
Viver em Vida ou em morte
Em Deleite ou inferno!

Raquel Murad

domingo, 3 de maio de 2015

Transformo em palavras o meu amor
Exaustas, fatigadas
Não sabem a si transpor
Falham ao serem expressadas
E a mim não concedem esse favor.

Lutam, intrigam
Insistem em se revelar
Mas meu coração regurgitam
Não conseguem manipular

Dizem elas: como pode um infinito
Estar em um único lugar?
Respondo: devo isso ao Renato
Que minhas palavras insiste em esgotar.

(Raquel Murad)